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sábado, 16 de dezembro de 2023

Silves - Jazz nas Adegas

O Município de Silves prossegue com a rúbrica “Jazz nas Adegas” nos dias 12 e 13 de janeiro, com o grupo FEEL GOOD BAND no Real Picadeiro em Pêra, com os vinhos Quinta da Malaca, pelas 21h00 e 17h00 respetivamente.

A Feel Good Band tem origem na escola de música da Associação Filarmónica de Faro. O repertório tocado pela banda, transporta o jazz através de ritmos africanos, latinos, funk e do jazz clássico. As atuações proporcionam momentos de alegria e descontração, com o objetivo de fazer o público Feel Good!

Desfrute de um concerto com Rui Siva (Saxofone alto); Paulo Raminhos (Saxofone alto); Pedro Sousa (Saxofone tenor); João Salero (Saxofone Tenor); Nuno Afonso (Baixo); Paulo “Gafits” Franco (Bateria) e Carlos “Shaka” Santos (Guitarra elétrica).

Conheça a calendarização da 7ª edição do Jazz nas Adegas:

26.jan.24 21h00 | 27.jan.24 17h00

Anfitrião: Quinta do Barradas

Formação Artística: Low Tech Groove


23.fev.24 21h00 | 24.fev.24 17h00

Anfitrião: Cabrita Wines

Formação Artística: Silves Filarmónica Combo


08.mar.24 21h00 | 09.mar.24 17h00

Anfitrião: Herdade Barranco do Vale

Formação Artística: The Pocket Band


22.mar.24 21h00 | 23.mar.24 17h00

Anfitrião: Quinta do Rogel

Formação Orquestra de Jazz do Algarve


05.abril.24 21h00 | 06.abr.24 17h00

Anfitrião: Quinta João Clara

Formação Artística: The New Orleans Jazz Band


19.abr.24 21h00 | 20.abr.24 21h00

Anfitrião: Barranco Longo

Formação Artística: Comfort Trio


10.mai.24 21h00 | 11.mai.24 17h00

Anfitrião: Paxá Wines

Formação Artística: Lu – Fuki Trio


24.mai.24 21h00 | 25.mai.24 17h00

Anfitrião: Convento do Paraíso

Formação Artística: The Invisible Tuba

Os ingressos têm um custo associado de 20 euros (inclui, para além do concerto, prova de 3 vinhos do produtor, degustação de 3 tapas de produtos locais, voucher de visita ao Castelo e Museu Municipal de Arqueologia e a oferta de uma garrafa de vinho), os bilhetes encontram-se à venda na plataforma BOL e nos seguintes locais: FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT Correios, Pousadas da Juventude, Quiosques Serveasy.

O evento destina-se a maiores de 18 anos e conta com a parceria do Agrupamento de Escolas Silves Sul e da Associação Barmen Algarve.

O telefone 282 440 800 (ext. 2743) e o endereço de correio eletrónico turismo@cm-silves.pt são os contactos do sector de Turismo do Município de Silves para o fornecimento de informações adicionais sobre o evento.

Esperamos por si!

Silves - Primeira travessia aérea do Atlântico Sul


 

Silves - Ateliês de Natal

A época natalícia traz de volta à Biblioteca Municipal de Silves os Ateliês de Natal. A iniciativa, dirigida a crianças entre os 5 e os 10 anos, decorre nos dias 19 e 21 de dezembro, entre as 10h30 e as 11h30, integrando atividades de expressão plástica e Hora do Conto.

Os Ateliês de Natal têm entrada livre, requerendo, no entanto, inscrição prévia, até dia 18 de dezembro, através do telefone 282 440 899 ou do endereço de correio eletrónico biblioteca@cm-silves.pt 

Portimão - História

A presença humana no concelho de Portimão tem origem na Pré-história, como o comprova a importante necrópole de Alcalar ou a descoberta recente de uma gruta com vestígios do Homem de Neandertal perto da Companheira. Sabe-se também da presença fenícia e cartaginesa nesta zona que, como outros locais da costa algarvia, teve um papel importante no intercâmbio comercial e cultural entre o Mediterrâneo, o Atlântico e o Norte de África, algo que as campanhas de arqueologia subaquática realizadas nos últimos anos na foz do rio Arade têm vindo a comprovar. 

No entanto, apesar da forte presença romana (com as marcas territoriais mais marcantes a serem a villa da Abicada ou os tanques de salga descobertos nos trabalhos de reconstrução do edifício dito da “Mabor”, localizado perto da zona ribeirinha) e árabe (de menor monta, sendo as principais referências a Alcaria de Arge e o Castelo Belinho), é só no século XV que Portimão se afirma definitivamente como núcleo urbano, sobretudo através do reconhecimento pelo reino da sua crescente importância, com a atribuição do foral manuelino em 1504, assinalando um crescimento fulgurante ocorrido na segunda metade do século XV, cuja construção da Igreja Matriz pelo donatário Gonçalo Vaz Castelo Branco e das Muralhas a ser o maior símbolo desse período.

A partir da segunda metade do período dos Descobrimentos, a então Vila Nova de Portimão desenvolve-se como um dos pólos da expansão comercial portuguesa, florescendo para lá do limite do perímetro muralhado pouco tempo depois da construção deste, com o melhor exemplo deste rápido crescimento a ser a construção do Colégio dos Jesuítas (a conhecida “Igreja do Colégio”) em 1707. Contudo os elevados estragos provocados pelo terramoto de 1755 causaram uma estagnação que só seria completamente ultrapassada na segunda metade do século XIX.

Será então que a vila, brevemente cidade e sede de bispado nos anos finais do governo do marquês de Pombal, conhecerá então um acelerado desenvolvimento, por força do desenvolvimento das indústrias dos frutos secos e das conservas de peixe, tornando-se um pólo de atracção para as populações vizinhas que tinham a agricultura como meio de subsistência, crescendo para poder acolher essas mesmas pessoas, tendo também de se construir toda uma série de edifícios e infra-estruturas para poder acolher este “take-off” industrial. Uma das grandes obras públicas no final do século XIX será a criação da actual zona ribeirinha de Portimão, com o primeiro aterro a ser criado para servir de base à nova ponte rodoviária, velha aspiração da localidade, conseguida graças aos bons serviços do portimonense Visconde de Bivar, Par do Reino que conseguiu que a construção deste equipamento rodoviário fosse feita cá e não em Silves. Juntamente com a zona ribeirinha é também construído o cais, grande ponto de apoio para a intensa actividade piscatória e para o escoamento da cada vez maior produção industrial. Todo este crescimento levará a que a vila seja elevada a cidade em 1924, sendo então Presidente da República Manuel Teixeira-Gomes, ilustre negociante e escritor natural de Portimão, que tinha sido o primeiro representante da República no Reino Unido de onde saiu para ocupar o mais alto cargo da nação.

Já cidade, Portimão vê a indústria de conservas de peixe atingir o seu zénite, sendo exportadas para todo o mundo e ainda com um pequeno empurrão causado pela II Grande Guerra. Todo este crescimento reflectiu-se na malha urbana com a criação de uma zona industrial adjacente à zona ribeirinha e ainda com a construção de bairros sociais para mitigar a falta de habitação condigna para a força laboral que sustentava o esforço industrial e piscatório. O final da Guerra, juntamente com uma quebra nas pescarias, o envelhecimento da maquinaria e o crescimento da concorrência estrangeira, nomeadamente das fábricas marroquinas levaram a que as conservas de peixe entrassem em declínio, felizmente vindo a ser substituídas pelo turismo como motor económico do município, com a hotelaria e restauração a conseguir absorver muitos dos antigos operários, numa operação que começa nos anos 60, com a marcante construção dos hotéis Algarve e Penina e do complexo da Torralta.